Livro: Jogos Vorazes

Oi gente! Voltei com mais uma resenha. E, continuando nessa onda de futuros distópicos, hoje vim falar de Jogos Vorazes.

Você provavelmente já ouviu falar em algum lugar ou, quem sabe, viu os filmes. Mas gosto de falar dos livros, pois muitas pessoas não leem justamente porque tem o filme. (Cá entre nós, o filme é tão bem adaptado que você quase realmente não precisa ler nada.)

Porém, há toda aquela magia de virar as páginas e imaginar tudo como você quer, certo? Pois então.

resenhaTítulo original: The Hunger Games
Autor(a): Suzanne Collins
Ano: 2008

Dessa vez tem alguns spoilerzinhos do bem. Não são muitos e nem comprometem nada da história, então vocês estão a salvo. Entretanto, se quiserem ler em completa surpresa, parem por aqui, tudo bem?

Sinopse (tirada do próprio livro)Após o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demonstram seu poder sobre o resto do carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte! Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Peeta, um garoto que ajudou sua família no passado, também foi selecionado. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos Jogos Vorazes?

Devo dizer que esse é o tipo de livro que continua rondando sua cabeça mesmo depois do término da leitura. Digo, eu já li umas cinco vezes e mesmo assim continuo chocadas todas as vezes.

A história segue a vida de Katniss Everdeen, moradora do carente Distrito 12. Posso dizer que ela é uma menina normal de 16 anos. Uma menina normal que basicamente é “o chefe” da família. Ela vive com sua irmã mais nova, Prim, e sua mãe. Seu pai morreu quando ela tinha onze anos, em um acidente nas minas. (Por falar nisso, o Distrito 12 é responsável pela carvoaria de Panem.)

Ela se voluntaria para os Jogos Vorazes depois que sua irmã, de apenas 12 anos, é sorteada. E, junto com ela, também é escolhido Peeta Mellark (falaremos dele depois).

O motivo dos Jogos existirem é simples: Panem era formada por 13 Distritos. Então, em um belo dia, o Distrito 13 se rebelou e o país inteiro entrou em guerra contra a Capital que, obviamente, saiu vitoriosa. O Distrito 13 foi destruído e os Jogos foram criados para lembrarem a todos o que acontece quando alguém fica contra a Capital.

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Apenas essa trama já sustenta bem a história inteira, mas é claro que há as sub-tramas (que são tão legais quanto). E os outros personagens ajudam bastante. Refiro-me aos outros tributos que ganham destaque. Ao longo da narrativa você vai conhecer: Haymitch, Gale, Effie Trinket, Rue, Cato e Clove.

A leitura é bem leve também, embora se trate de um assunto um pouco tenso. É engraçado ver como Katniss tem uma aura de seriedade e de vez quando ela deixa transparecer um pouco de adolescência sabe? Como quando ela se admira com o elevador do Centro de Treinamento.

Uma das coisas que mais gostei foi o egoísmo da protagonista. Hãm? Como? Sim, o egoísmo. Quero dizer, nós vemos tantos livros e histórias onde o personagem está sempre preocupado com as pessoas ao redor e querem fazer de tudo para serem “bonzinhos” sabe? Mas Katniss não. Ela mata quando necessário, analisa bem as decisões, desconfia mesmo. E acho que isso a torna bem real, mais humana.

E, claro, preciso comentar sobre Peeta. Confesso que, em certos aspectos, ele me lembra bastante o Maxon de A Seleção – talvez porque imagino os dois como o Josh Hutcherson, hehe. Nos primeiros momentos você não entende bem qual é a dele. Não sabe se ele será bom ou mal, se está enganando ou não. É apenas depois de um bom tempo de leitura que vemos que, na verdade, ele é não é um ator coisa nenhuma e realmente se importa com a Katniss. (Sim, ele foi trouxa #entendedoresentenderão)

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Agora, algumas das minhas frases favoritas:

– As pessoas vão te ajudar na arena. Elas vão se digladiar para te patrocinar.
–Não mais do que a você – discordo.
Peeta dirige o olhar para Haymitch.
– Ela não faz ideia do efeito que causa. […]

(Página 101)

– Ela tem namorado?
– Não sei, mas muitos garotos gostam dela.
– Então, olha só o que você vai fazer. Você vence e volta para casa. Ela não vai poder te recusar nessas circunstâncias, vai? – diz Caesar, incentivando-o.
– Não sei se vai dar certo. Vencer… não vai ajudar nesse caso.
– E por que não? – quer saber Caesar, aturdido.
Peeta enrubesce e gagueja:
– Porque… porque… porque ela veio para cá comigo.”

(Página 143)

Você não esquece o rosto da pessoa que representou sua última esperança.

(Página 95)

E é isso pessoas! Leiam o livro, pois não vão se arrepender. E se já leram, não esqueçam de comentar sobre o que acharam ok?

XOXO!

allyne

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Livro: A Seleção

Olá! Você deve estar se perguntando o que uma resenha de livro está fazendo em um blog de moda, certo? Bem, não sei responder ao certo. Talvez adoremos a diversidade.

Meu nome é Allyne e, a pedido da Fernanda, de vez em quando eu darei uma passadinha aqui para recomendar alguns livros e papear com vocês sobre eles. E o primeiro que escolhi foi esse: A Seleção.

Fato engraçado: eu fiz a Fêh lê-lo e, pasmem, ela adorou!

livro1Ano: 2012 / Páginas: 368
Idioma: português
Editora: Seguinte

A capa é um amorzinho, não é? (Sou suspeita a falar, já que adoro azul.)

Sinopse (tirada do próprio livro):

Nem todas as garotas querem ser princesas. America Singer, por exemplo, tem uma vida perfeitamente razoável, e se pudesse mudar alguma coisa nela desejaria apenas ter um pouquinho mais de dinheiro e poder revelar seu namoro secreto.

Um dia, America aceita se inscrever na Seleção só para agradar a mãe, certa de que não será sorteada para participar da competição em que o príncipe escolherá sua futura esposa. Mas é claro que seu nome aparece na lista das Selecionadas e depois disso sua vida nunca mais será a mesma.

Isso resume bastante a ideia do livro. Ah, e vou tentar ao máximo descrevê-lo sem dar spoilers. Mas caso queira lê-lo em completa surpresa, sugiro que pare por aqui, assim não recebo bronca.

A história segue a vida da jovem America Singer em sua vida mais ou menos difícil. Digo mais ou menos porque, diferente de outras pessoas no reino, ela e sua família têm o que comer e não precisam mendigar nada. Ela mora em Illéa, um país novo que nasceu do Estado Americano da China, e este veio depois da queda dos Estados Unidos. É um futuro alternativo e um pouco complicado. Porém, o livro explica bem toda essa história – até porque o foco aqui não é o reino em si.

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Uma tradição do país é que, sempre quando os príncipes fazem 18 anos, acontece a Seleção, na qual trinta e cinco garotas são sorteadas para irem ao palácio e passarem a viver lá por um tempo. Eu diria que é bem parecido com os esquemas dos reality shows que estamos acostumados a ver.

Essa parte também é um pouco clichê: nós sabemos que a protagonista vai ser sorteada. Entretanto, a parte legal é que America não quer se princesa e se inscreve por causa de sua mãe. Então, depois de alguns acontecimentos – que não vou citar, hehe -, ela chega ao palácio e decide permanecer apenas para ajudar sua família.

A leitura é leve e o livro é bem escrito. Já entrou para os meus favoritos há muito tempo. Lembra bastante os clássicos da Disney, sabe? Porém, não se engane! Não é um livro apenas sobre princesas e vestidos. Há várias subtramas interessantes. Especialmente quando se trata do reino e das outras selecionadas.

Como personagens centrais e essenciais na trama desse primeiro livro temos: America, Marlee, Celeste, o rei Clarckson e Aspen.

E, claro, temos o príncipe. Ah, o príncipe. Decidi separar um parágrafo apenas para ele. Maxon Schreave é, definitivamente, um sonho. Acho que a autora, Kiera Cass, fez de propósito. O menino é tão charmoso, fofo, encantador, apaixonante… Se você tem tendência a se apaixonar por personagens assim como eu, vai a-m-a-r Maxon.

Acho que não dei nenhum spoiler, certo? A resenha está bem rasa para que vocês tenham todas as boas – e más – surpresas que o livro reserva. Então, para não acabar assim, aqui vai três das minhas cenas favoritas do livro:

– Pensei que você não me deixaria ficar – admiti, por fim.

– Por quê? – ele perguntou, soando realmente confuso.

– Porque brigamos. Porque nossa relação é esquisita. Porque…

(Página 348)

– Ele não é mais meu namorado. E deixou bem claro que terminou comigo – até eu pude perceber um pequena esperança em minha voz.

– Impossível. Ele deve ter visto você na TV e se apaixonado mais uma vez. Embora, na minha opinião, você continue a ser areia demais para o caminhãozinho dele.

Maxon falava quase como se estivesse aborrecido, como se tivesse visto a cena um milhão de vezes.

– A propósito – ele prosseguiu, elevando um pouco a voz –, se você não quiser que eu me apaixone, não pode ficar assim tão linda […]

(Página 275)

– Se sua vida está de pernas para o ar, como você diz, então sua futura esposa está aqui em algum lugar. Pela minha experiência, posso dizer que o amor verdadeiro geralmente é o mais inconveniente – afirmei, com um sorriso amarelo.

(Página 205)

Não são exatamente cenas, e sim frases, mas acho que vocês entenderam, certo?

Bem, eu vou ficando por aqui, porque já falei demais. Vejo vocês na próxima resenha! Algum livro para indicar?

XOXO!

allyne